MINHA CIDADE
Entre serras es formada
Por que sois abençoadas
Terra onde fiz morada
Minha terra minha amada

No sertão de solo seco
Num vale sois incrustados
Onde o vento faz a curva
E o sol sua escalada

O rio que corre manso
Suas águas a levar
Deságuas em cachoeiras
No seu caminho pro mar

No alvorecer do dia
Da de ouvir a passarada
O canto do bem te vi
E o galo da madrugada


No curral relincha o burro
Do cachorro a latumia
Que esta chegando gente
Ele e quem anuncia


O leite que vem da vaca
No curral se vai buscar
O cus cuz cheira no fogo
Para a fome saciar


Sela o cavalo e no mato
O gado vai campear
Traz a vaquinha mimosa
Não esquece o boi fubá

No touro capinadeira
E a terra se vai arar
Enquanto a molecada
Pra escola a caminhar



O quadro ainda e de giz
A faca apontador
A carteira e um banco
Mais tem um bom professor

Ainda não e formado
Mais esta a estudar
La pras bandas da cidade
Uma vem por mês que vai lá




Já ensinou muita coisa
Inclusive a brincar
Pula pula amarelinha
Pular corda e cirandar

Daí o dia acaba
A escuridão chegou
No alpendre da casinha
Na rede papai deitou


Fico embaixo da rede
As historias a escutar
Lendas e Contos de fadas
Ou causos do meu lugar

Daí cala-se o gado
O gato Poe-se a miar
O cachorro vai dormir
Não se escuta o sabia



E hora de ir pra rede
Cuidado pra não mijar
Por que se molhar a rede
Bicho papão vai pegar

O sono já vem chegando
Mais não se quer ir deitar
Enquanto papai mamãe
Não vem nos abençoar


E ela vem de mansinho
A minha testa beijar
Deus te abençoe meu filho
O papai já foi deitar

Da rede mesmo eu grito
Bença pai tem que botar
Deus te abençoe menino
Agora vou descansar


Assim termina o dia
Que comecei a contar
E na cidade pequena
Pouca coisa há de mudar.

FIM

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